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Archive for Março, 2013

Distracção / 33 [Vitória e justiça]

 

»»»»» São Paulo questiona a “normalidade” da civilização baseada na “vitória” e não na “justiça”.

»»»»» A civilização em que São Paulo se conhece e enquadra é a do Império Romano na sua grande expansão. E talvez se possa questionar do mesmo modo a “normalidade” da civilização ocidental contemporânea, baseada na “vitória” (sobre os países do Médio Oriente) e não na “justiça” (de entre os mais injustiçados hoje, o e saqueado continente africano).

 

António Sá

[13.02.2012/18.03.2013]

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Distracção / 32 [… ir além de…]

 

»»»»» O Universo não vai para além daquilo que é, e é múltiplo e contém em si todas as possibilidades. E sendo assim tanto, não vai para além do que é necessário, do que lhe é intrinsecamente necessário. Por exemplo: não faz irromper um dinossauro agora mesmo no Palácio de São Bento — o que, a acontecer fisicamente, constituiria um a-propósito, uma benesse divertida e um metafórico sinal do estado das coisas.

»»»»» O mesmo não se passa com os governantes que estultamente declararam, impantes e rotundos, que estavam a avançar para além do que era estritamente necessário, incônscios de que assim devastavam o território como numa guerra de invasão. Esse mesmo território que deveriam governar pacificamente.

»»»»» Acabo a prédica com a leitura dos primeiros seis versos do texto 75 do Tao Te King: “O povo padece fome / Porque os governantes o esmagam de impostos / Por isso o povo padece fome / O povo é difícil de governar / Porque os governantes gostam de fazer mais do que o necessário / Por isso o povo é difícil de governar”

 

»»»»» [Os versos de Lao Tse traduzi-os da versão castelhana da obra Tao Te King , versión y prefacio de José M. Tola, Barral Editores, Barcelona, 1972.]

 

António Sá

[25. 03.2013]

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Distracção / 31 [Simples e sossegado]

»»»»» Ao contrário do Universo que, segundo a cosmóloga Graça Rocha, “parece ser simples e sossegado”, obedecendo a leis constantes e extensivas a toda a sua existência, as leis da República Portuguesa tendem a ser cada vez mais complexas e turbulentas e daí vem, não o duvido, o caos e a inquietude instalados nos tempos e nas almas.

»»»»» [Para esta “distracção”, recorri ao artigo O Universo era assim 380 mil anos após o Big Bang, de Teresa Firmino, publicado na edição de 22 de março de 2013 do jornal “Público”.]

António Sá

[22. 03.2013]

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Imaginação 1

Imaginação / 1 [Luz obscurecida]

»»»»» … já na gruta, Lok pensa que não tem conexões com o mundo exterior, alguma coisa falha nos seus sistemas de comunicação, julga ir morrer ali de morte definitiva.

»»»»» No entanto alguma coisa pulsa no microchip cristalizado junto ao coração, ele sente o coração pulsar excessivamente, e uma luz obscurecida ilumina o interior da gruta ao ritmo das pulsações do coração — essa luz vinha dele, desse microchip no seu interior, e iluminava-lhe o corpo exteriormente e iluminava pulsante a caverna, luz obscurecida como luzes na sobrenoite, pano aparente de muitas noites que se sobrepusessem.

António Sá

[Setembro, 2004]

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Distracção / 30 [Silêncio, por favor]

 

»»»»» O mundo não parece nunca criar o silêncio, a sua inaudibilidade. Decerto não é do seu programa, ou podendo ser não o deseja. Suponho que em nenhum lugar no universo conhecido e por conhecer se crie um só nanoinstante de silêncio.

»»»»» Haverá sempre, imagino, algum ínfimo crepitar comburente de micro-organismos, um restolho de fermentação, um suspiro, vagido, lamento, troar arrastado, ribombar de explosões, fervilhar de lavas, ruir de matérias…

 

António Sá

[17. 03.2013/18.03.2013]

 

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Distracção 29

Distracção / 29 [É isso]

»»»»» O mundo é um lugar incómodo.

António Sá

[17. 03.2013]

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Distracção / 28 [Palavras]

»»»»» Leio à entrada do texto 56 do Tao Te King: “As palavras não denotam sabedoria / A sabedoria não se encerra nas palavras”.

»»»»» Não me resulta claro que seja assim… no entanto, a maioria das palavras que se ouvem o melhor mesmo é que o vento as leve…

»»»»» [Os versos de Lao Tse traduzi-os da versão castelhana da obra Tao Te King , versión y prefacio de José M. Tola, Barral Editores, Barcelona, 1972.]

António Sá

[07. 03.2013]

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