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Archive for Agosto, 2017

“Famílias na guerra”

»»»»» A propósito da edição online da novela “Famílias na guerra”, enviaram-me, da parte da editora Bubok [http://www.bubok.pt/], um conjunto de perguntas sujeitas a respostas breves, destinadas á promoção do livro. Delas (perguntas/respostas), respigo as seguintes:

  • Publicou na Bubok o livro “Famílias na guerra”. Do que trata o livro? — “Famílias na guerra” trata de um episódio ocorrido num lapso temporal de três anos (1988-1990) durante a Guerra Civil que devastou Angola por longo tempo. Em confronto, dois movimentos desavindos pós-eleitoralmente: o Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA) e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).
  • É uma história real, ficcionada ou… ambas? — História desencadeada na imaginação do autor após ouvir o relato do episódio vivido pelo protagonista, que deu um testemunho circunstanciado, seguido de múltiplas entrevistas e revisões conjuntas de texto.
  • O que o levou a escrever este livro? — Vários factores intervieram para que o autor se decidisse a redigir este relato, entre eles: o acaso de ter sido professor do rapaz que viveu as situações e as relatou; e o facto de o autor ser natural de Angola, embora não da região onde os acontecimentos têm lugar.
  • Qual a melhor parte de ter escrito o livro “Famílias na guerra” e da sua publicação? — A melhor parte da escrita foi o investimento de viver na imaginação esses dias turbulentos, essa vida insegura e errante na mata, na floresta, esses momentos de relativo repouso em remotas sanzalas semi-abandonadas. Quanto à publicação, na Bubok, tratou-se de um demorado investimento ao nível da edição virtual.
  • Porque é que os leitores devem ler este livro? — Porque lerão nele um exemplo dos danos das guerras actuais, todas as guerras. Desencadeadas por interesses claramente turvos e turvamente claros, e de que as principais vítimas são os civis, homens, mulheres e crianças usados e abusados pelas facções em litígio.
  •  Porque é que decidiu publicar na Bubok? — Publicar na Bubok, ao invés de uma editora tradicional, será um modo mais expedito de aceder a um público-alvo — o público angolano. Mais imediato e menos custoso será, a esse público, aceder à edição online em qualquer recanto do território angolano.

António Sá

[22.11.2013]

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